segunda-feira, 13 de abril de 2015

A intranet e as pessoas deficientes na empresa

O redesenho de uma nova intranet deve dar todas as condições possíveis para que os empregados deficientes qualificados se integrem com igualdade em todas as tarefas. 
É recente a discussão sobre a inclusão social e acessibilidade digital das pessoas deficientes. Para nortear este enfoque, alguns conceitos são necessários:

Acessibilidade ao meio físico: possibilidade e condição de alcance para utilização, com segurança e autonomia, dos espaços, mobiliários e equipamentos urbanos, das edificações, dos transportes, por pessoa com deficiência ou com mobilidade reduzida.

Acessibilidade digital: flexibilidade do acesso à informação e interação dos usuários que possuam algum tipo de deficiência ou necessidade especial, no que se refere aos mecanismos de navegação e apresentação das páginas, operação de softwares, hardwares e adaptação de ambientes e situações.

Embora a maioria da população não perceba, pessoas com necessidades especiais deparam–se com inúmeras barreiras ao acessar a internet, devido à disposição das informações, às tecnologias utilizadas e às formas de comunicação.
Sites que fazem uso exagerado de figuras e exigem movimentos precisos com o mouse, por exemplo, são inacessíveis para aqueles que possuem dificuldades sensoriais, motoras e cognitivas.
Algo similar ocorre na intranet.
Algumas empresas apenas contratam formalmente pessoas deficientes e as “esquecem” no contexto do dia–a–dia, priorizando questões e processos que não as inclui com amplitude.
”A empresa com cem ou mais empregados está obrigada a preencher de dois a cinco por cento de seus cargos com beneficiários da Previdência Social reabilitados ou com pessoa portadora de deficiência habilitada (..)” 
A obrigatoriedade pela lei não deve ser encarada como assistencialismo, no sentido ruim da palavra, mas sim como avanço das tecnologias criadas com foco nos usuários. Neste sentido, é de vital importância levar em consideração os empregados com deficiências, para incluí–los adequadamente nos processos internos e no dia–a–dia da corporação.
É claro que muitos deficientes na empresa necessitam de apoio extra, adequação de mobiliário e treinamento especial para a sua atualização em novas tecnologias, mas isso não isenta o desenvolvedor e o empregador de dar o primeiro passo para a acessibilidade digital, que fomenta o aumento das possibilidades de profissionalização e socialização de comunidades que antes eram excluídas.
Há situações em que e–mails importantes da empresa são enviados em forma de imagem (invisíveis para pessoas com alguma dificuldade de enxergar) ou a arquitetura de algumas intranets dificulta o acesso a diversas informações essenciais. É preciso maior esforço na via do compartilhamento de conhecimento e na valorização do design.

Ansiedade de informação. Um entendido diz que a “acessibilidade é a brisa que atravessa a janela do interesse”. Onde estou? O que existe ao meu redor? Para qualquer pessoa, deficiente ou não, estas perguntas são fundamentais. Afinal, geralmente o que se busca num site é o conteúdo desejado. Para uma pessoa deficiente não é diferente.
Com empatia, o designer envolvido no desenvolvimento dos novos padrões para intranet confronta–se com um fato definitivo: como um deficiente da empresa vê as páginas web do portal? Qual o nível de interação destas pessoas com este produto? Como um designer que pensa em usabilidade e arquitetura da informação pode colaborar? Num ambiente controlável, como é o de um portal corporativo para a intranet, estas questões são contornáveis.
Um deficiente visual pode utilizar completamente um computador. É surpreendente saber que colegas de trabalho deficientes podem acessar qualquer programa no desktop, páginas web e sistemas. Através de sintetizadores de voz e softwares de tecnologia de apoio, qualquer interface não é total mistério para eles.
Mas ainda é muito difícil e, em muitos casos, completamente impossível que a pessoa deficiente perceba, entenda e realize tarefas satisfatoriamente e em pé de igualdade com qualquer outra pessoa utilizando websites.

Redução de Custos. Se acessibilidade é um dos itens de foco inicial no planeamento estratégico do projeto, a aplicação dos conceitos propostos em novos projetos para web implica investimentos significativamente menores se comparados com a reengenharia de sites já existentes, cujo tempo médio para adaptação é maior.
Iniciado no contexto da empresa, o esforço para adoção da acessibilidade digital em procedimentos certamente será palco para soluções que contemplam e sensibilizam clientes e fornecedores.
Separar a estrutura da apresentação em página web, simplicidade e coerência da apresentação, o uso de folha de estilo, o uso do XML e independência de dispositivo são algumas das recomendações de acessibilidade e que igualmente promovem a eficiência e a redução de custos.

Recomendações para Acessibilidade. Recorrer ao (Web Contents Accessibility Guidelines publicado pelo W3C), como nas recomendações gerais de acessibilidade para web e aplicativos baseados em navegadores, é o começo da viagem rumo ao trabalho de redesenhar um projeto web de forma acessível. Estas diretrizes estão a ser mundialmente aceites para acessibilidade na web. O W3C propõe três níveis de conformidade com as suas recomendações, o que facilita o desenvolvimento e versionamento de um projeto para a acessibilidade dentro de um planeamento estratégico.
É especial e singular a situação de empresas que têm o seu próprio grupo multidisciplinar coordenado por técnicos com e sem deficiências, engajados nas questões de desenvolvimento de sistemas e inclusão social. Um Grupo de Acessibilidade disponibiliza várias informações e comenta dúvidas mais comuns na construção de uma página acessível aos usuários com necessidades especiais. 

"Ajudar os deficientes não é uma questão de caridade"

O Tele-trabalho é uma forma de trabalho exercida à distância de forma autônoma utilizando ferramentas tele comunicacionais e de informação que asseguram um contacto direto entre o tele-trabalhador e o empregador. O Teletrabalho pode ser exercido a partir do domicílio, telecentros, centros satélites e o tão conhecido tele-trabalho móvel que poderá ser exercido a partir de qualquer ponto onde se encontre o tele-trabalhador.
Estas novas tecnologias permitem disponibilizar a informação independentemente do local onde cada um se encontra e conduzem a novas formas de executar tarefas.
O acesso cada vez mais facilitado à Internet resulta na possibilidade de recolha de uma grande quantidade de informação, anteriormente dificultada por distâncias físicas. A utilização da rede traduz-se num aumento de produtividade (uma vez que evita deslocações de e para o local de trabalho, assim como visitas a clientes e fornecedores). É ainda de referir a flexibilidade horária inerente, redução de custos para a entidade empregadora e para o trabalhador, diminuição do stress e acréscimo na motivação, melhoria do meio ambiente e redução de preços do imobiliário.
Apesar de estudos recentes revelarem que o Teletrabalho é cada vez mais uma realidade, em Portugal, o número de pessoas que desenvolvem o seu trabalho a partir de casa é ainda muito baixo comparativamente com os outros países da Comunidade Europeia.
No entanto, existe um crescente interesse da parte de muitos trabalhadores e à medida que as pessoas se vão adaptando aos novos tempos, a sua atitude em relação ao tele-trabalho vai sendo alterada.

Objetivos e âmbito da tarefa a pessoas com deficiência

Objetivos e âmbito da tarefa

Os deficientes têm sido apontados como um dos grupos que pode beneficiar com a implementação do tele-trabalho ou do trabalho computadorizado à distância. No entanto, o assunto levanta questões de vária ordem. Designadamente, importa saber qual a disponibilidade das empresas para adaptarem novas modalidades de trabalho, quais as atividades que elas estão dispostas a dar a executar a entidades externas e qual o modelo de tele-trabalho mais adequado. Por outro lado, há que determinar e analisar percepções, expectativas e ideias pré-concebidas, de modo a gerir adequadamente eventuais resistências e a apresentar soluções passíveis de serem adaptados e utilizadas eficazmente.
Esta tarefa tem por objectivo principal analisar o potencial do mercado constituído pelas empresas do Distrito de Aveiro no que respeita à inserção de deficientes pela via do tele-trabalho e do trabalho computadorizado à distância. 
Nomeadamente, pretende-se:

• Determinar qual o modelo de tele-trabalho percepcionado como mais adequado pelos decisores nas empresas; 
• Determinar quais as atividades com maior probabilidade de virem a ser externalizadas pelas empresas, em regime de tele-trabalho ou de trabalho computadorizado à distância; 
• Avaliar se existem diferenças significativas entre as empresas relativamente ao modo como percepcionam hipotéticas dificuldades ligadas à adoção deste regime de trabalho, tomando como variáveis a dimensão da empresa e o sector de atividade em que labora, por forma a permitir delinear estratégias de abordagem às empresas e de resolução de possíveis problemas.

segunda-feira, 6 de abril de 2015

TECNOLOGIA QUE DÁ POSSIBILIDADES AS PESSOAS COM DEFICIÊNCIA

O aplicativo eSSENTIAL Accessibility é uma tecnologia assistiva gratuita que ajuda pessoas com dificuldade para digitar, mover o mouse ou ler em uma tela, a navegar na web sem usar as mãos e muito mais.

O APLICATIVO

O aplicativo eSSENTIAL Accessibility™ oferece um conjunto de soluções para substituição do teclado e mouse que permite às pessoas navegar na web sem usar as mãos. O aplicativo possui ferramentas intuitivas, como um teclado na tela, rastreamento de fac e controle por voz. Aqueles com uso limitado de suas mãos devido a condições como paralisia, esclerose múltipla, artrite ou fatores relacionados à idade podem usufruir de tudo o que a web tem para oferecer usando o aplicativo. O aplicativo é gratuito para o usuário final. Organizações com o objetivo de capacitar e engajar pessoas com deficiência possuem o aplicativo em seus sites, tornando-o disponível para download gratuitamente para as pessoas que mais necessitam. Clique aqui para ver uma lista de membros da coligação.

PARA QUEM É ISTO?

O aplicativo é adequado para pessoas com deficiências físicas que os impedem de usar um mouse e/ou teclado tradicional para navegar na web. Por exemplo, pessoas com problemas decorrentes de: AVC Paralisia Artrite Dislexia Esclerose múltipla Paralisia cerebral Mal de Parkinson Fatores relacionados com a idade

 COMO FUNCIONA ?

 O aplicativo oferece um conjunto de soluções para substituição do teclado e mouse, como rastreamento de olhos e controles ativados por voz, permitindo a navegação na web sem as mãos. 

BENEFÍCIOS

 A tecnologia assistiva torna os sites mais fáceis de navegar para pessoas com certas limitações físicas.

BAIXE AGORA

Para começar a interagir facilmente com os sites de todos os nossos parceiros, faça o download aqui.

REQUISITOS DO SISTEMA:

  • Windows 8.1
  • Windows 8
  • Windows 7
  • Windows Vista SP1
  • Windows XP SP3

quinta-feira, 2 de abril de 2015

Os smartphones ajudam os deficientes visuais

Os smartphones são uma ferramenta de trabalho para muitas pessoas mas para sua operação é necessário que o usuário consiga ver a tela para utilização. Não precisa mais. Já existem vários aplicativos que permitem que o aparelho seja operado por deficientes visuais.
Vamos conhecer alguns destes aplicativos, começando pela plataforma iPhone / iOS.
O Voiceover (http://www.apple.com/br/accessibility/osx/voiceover/) é um aplicativo gratuito muito intuitivo e com melhor aceitação entre os deficientes visuais no mundo.
Com ele é possível acessar todos os recursos do sistema iOS, fazendo com que o deficiente visual tenha total autonomia em seu uso. Tem gestos específicos para tornar o uso do aparelho mais amigável.
O sintetizador de voz é de excelente qualidade (imita a voz humana), e permite o acesso a maioria dos aplicativos . Caso o comprador do aparelho seja o próprio deficiente visual, ainda na loja ele poderá ativar o sistema. Basta tocar três vezes seguidas e rápido na tecla “home” para que a voz dê seu primeiro “oi!”.
O recurso do Zoom (utilizado junto do Voiceover) é a lente de aumento que funciona onde você estiver no iOS e com todos os aplicativos disponíveis na App Store. Dê dois toques com três dedos para aumentar imediatamente para 200%. Você pode ampliar de 100 até 500% a imagem na tela.
Para a plataforma Android temos o Talkback (https://play.google.com/store/apps/details?id=com.google.android.marvin.talkback&hl=pt_BR). O aplicativo não é exclusivo de uma marca de smartphone como o VoiceOver e é bem pior do que o Voiceover. Não é tão intuitivo quanto o aplicativo d iOS e por isto não é tão bem aceito pelos deficientes.
O aplicativo Talkback é gratuito mas as vozes devem ser compradas por preços que variam entre US$ 6,00 e US$ 12,00.
A vantagem é poder ser utilizado em vários aparelhos de marcas e modelos diferentes (alguns mais baratos do que um iPhone). A desvantagem é que este aplicativo só é compatível com o sistema Android 4.1 ou superior.
Se você precisa ou tem algum conhecido que necessita destes tipo de aplicativo use ou indique para seus amigos.

Aplicativo simples de Língua Brasileira de Sinais

Ainda hoje é comum aqui em Curitiba, ver surdos em paradas de ônibus pedindo esmolas e em troca dando um panfleto com o alfabeto em Língua de Sinais (Libras). Eu até tenho um, guardado na carteira. Com a inserção cada vez maior da pessoa com deficiência no mercado de trabalho e com suas qualificações, tem diminuído muito este tipo de trabalho por aqui, mas ainda se encontra... Quem se interessa pelo tema e quer pelo menos treinar o básico, existe um aplicativo tão simples quanto o nome: Língua Brasileira de Sinais (Libras). Ele é bem básico: mostra a letra, o sinal com a mão e um desenho para exemplificar. Porém, o mais interessante fica além do aplicativo. Clicando no link Dicionário Libras do app, somos redirecionado a um site rico em informações úteis sobre o mundo surdo. Infelizmente ele não é otimizado para visualização em smartphones mas vale a pena conferir no browser do seu desktop. Na verdade se trata de um aplicativo complementar às instruções do site. O site vive sem o aplicativo mas o contrário fica meio sem nexo. Mas, fica a dica. Pra quem quer conhecer um pouco mais sobre a comunidade surda, esse aplicativo e o site Dicionário Libras são as minhas indicações.

 Detalhes do aplicativo: Nome: Língua Brasileira de Sinais
Tipo de deficiência: Auditiva ou sem deficiência que tem interesse por Libras Função: Ajudar a memorizar o alfabeto da Libras
O Tandera Dinheiro é muito simples tudo o que você tem que ter instalado é um sintetizado de voz. Para usa-lo é só estar em um lugar bem iluminado, clicar no aplicativo que ele começa a falar:

PROCESSANDO... PROCESSANDO...

Quando reconhece a nota o número aparece na parte superior da nota e o aplicativo diz qual é a cédula:

Para que ele reconheça todas as notas disponíveis em território nacional é preciso comprar a versão completa que custa R$ 34,90. Parte do valor arrecado é revertido para  a Associação dos Amigos do Instituto São Rafael, de Belo Horizonte, Minas Gerais dedicada, exclusivamente, a educar, reabilitar e integrar deficientes visuais, recebendo alunos sem limite de idade.

A iniciativa é muito boa. Vale a pena testar, nem que seja a versão demostrativa.

Detalhes do aplicativo:

Nome: Tandera Dinheiro
Tipo de deficiência: Visual e baixa visão
Função: reconhecer e ler notas de real

Calculadora acionada por voz

Nunca consegui me livrar das calculadoras. Acredito que ninguém consegue independente do que escolhe fazer na vida. Porém algumas pessoas, por ter deficiência visual ou até mesmo motora, não tem como ficar apertando os minúsculos botõeszinhos dessas máquinas. Aí entra Vocal Calculator.

Esse aplicativo nada mais é do que uma calculadora acionada por voz. Você abre o aplicativo, ativa o Google Voice. Aqui o detalhe: é importante que você esteja conectado a uma rede de internet seja ela wi-fi ou 3G porque o Google Voice só funciona por meio de uma rede de dados. Além disso, se tiver um sintetizador de voz, melhor. Sempre indico a voz brasileira do Google, Luciana.

Dito isso, tudo o que você tem que fazer é falar o cálculo de maneira calma e clara. Por exemplo.

Trezentos e vinte e quatro vezes catorze.

E a resposta será dita em seguida. 

Caso você não seja claro, o aplicativo pede para repetir ou diz que não entendeu. Os cálculos são precisos e aceitam operações bem complexas desde que você saiba o caminho usando as quatro operações básicas. Exemplo: ao invés de perguntar 324 - 30% você tem que fazer o cálculo de 30 vezes 324 dividido por 100.

Eu achei sensacional porque funciona. E pode ser usada por qualquer pessoa mas principalmente por quem tem algum problema motor. Se bem que para chegar até o aplicativo, uma vez que os smartphones não tem uma boa interface para pessoas com deficiência visual é bem complicado mas, esperamos que esse pequeno grande detalhe seja superado muito em breve com a popularização desses aparelhos. 

E aí, vamos fazer cálculos?

Nome: Vocal Calculator
Tipo de deficiência:  Visual, motora
Função: Resolver cálculos matemáticos apenas pelo som da voz

Aplicativo de comando de voz para abrir outros aplicativos

Estes dias estão sendo bastante intensos. Cursos e mais cursos que estou fazendo, bem faz parte do meu cotidiano. Estou envolvido em vários projetos. Quer dizer, corrido mas valendo a pena. 

Mas acredito que os aplicativos que deixarei mencionados por aqui irá facilitar a vida de muitos. A dica de hoje é um aplicativo de comando de voz para abrir outros aplicativos. 

Ele é bastante limitado mas muito interessante, ainda mais, considerando que ele está em fase de desenvolvimento. 

Ele ajuda quem tem dificuldades para ficar clicando nos aplicativos, porém para abrir, tem que ser clicado e ele não entende alguns comandos. Mas com o tempo, pode virar um bom aplicativo. Talvez semelhante ao Siri, da Apple. Aconselho usar com um bom sintetizador de voz. O Luciana é ideal.

Vale a pena testar.


Nome: Fale o quiser
Tipo de deficiência: Motora e para pessoa sem deficiência
Função: acessar aplicativos por comando de voz

Call Announcer um aplicativo gratuito

Hoje em dia existem vários programinhas. Alguns muito caros. Outros gratuitos. Esse não ajuda 100% as pessoas com deficiência visual mas quebra um galhão na hora de saber quem está ligando para quem em baixa visão ou para qualquer um que não quer se dar ao luxo de olhar para o visor para saber quem está ligando.

Call Announcer é um aplicativo gratuito, muito fácil de configurar. Além de ler o nome ou número de quem está ligando (se o número for privado ele diz apenas "null") ele lê mensagens de texto, se você quiser. Ele tem uma versão paga mas a única diferença é que essa não tem anúncios. 

Nome: Call Announcer
Tipo de deficiência: visual
Pessoas sem deficiência
Função: ler o nome dos contatos que te liga e mensagens recebidas.

Comunicação a Distância utilizando o Message Pro

Esse é um aplicativo tanto para pessoas com deficiência quanto sem. Isso porque, se comunicar bem é preciso, em qualquer ocasião. O Message Pro é um aplicativo que facilita a comunicação entre qualquer pessoa a uma distância média. É um verdadeiro outdoor eletrônico para pequenas frases. Isso faz com que você mande seu recado para alguém que está sentado há algumas cadeiras longe de você, para o colega da mesa da frente ou para o artista que está no palco.

Esse aplicativo tem uma versão gratuita, que é muito boa mas, a paga é infinitamente melhor. Isso porque na versão paga você pode personalizar a fonte, tamanho, as cores e salvar as curtas mensagens que você mais usa. Eu uso a versão paga, que custa apenas R$ 2, na loja do Google. Vale a pena porque é uma mão na roda. E ajuda até a comunicação à distância com pessoas que tem dificuldade auditiva. Não tem como não ver, né?

Detalhes do aplicativo:
Nome: Message Scroller
Tipo de deficiência: Pessoas sem deficiência e dificuldades de audição
Função: Mostrar uma frase deslizante no display do celular.
Sistema operacional: Android
Preço: Gratuito

Chegou uma pessoa com deficiência. E agora, o que fazer?

O receio de atender de maneira inadequada ou ofensiva a pessoa com deficiência muitas vezes resulta em situações constrangedoras ou omissões que podem custar uma boa impressão e, lógico, clientes em potencial. Por isso, hoje abordo dicas úteis que podem lhe ajudar a ver que bom senso e respeito é a chave do bom atendimento a qualquer pessoa, inclusive a com deficiência:

Cegos e deficientes visuais: nem sempre o deficiente visual usa óculos escuros e porta uma bengala. Entre as pessoas com visão considerada normal e o cego, existem as com baixa visão que, com suas particularidades, enfrentam muita dificuldade no dia-a-dia.
  • Em caso de restaurantes, tente descrever outras opções de alimentos semelhantes ao que foi pedido ou experimente oferecer algo diferente. Assim como os tipos de serviços que podem ser encontrados no local como almoço, lanches, confeitaria e mercearia, por exemplo. Descreva os pratos e tudo o que for servido.
  • Descreva os locais por aonde conduz a pessoa. Isso possibilita que ela crie o mapa mental do espaço em que está.
  • No caso de lojas, descreva sempre o modelo, cor, estampas e fale da diferenças de valores entre produtos. Não omita informações sobre promoções, descontos e formas facilitadas de pagamento.
  • Se for dar o troco em dinheiro, descreva como ele está sendo ordenado. Exemplo: “R$ 25,50. Duas notas de dez reais, duas de dois reais e duas moedas: uma de um real e outra de cinqüenta centavos”.
Surdos ou deficientes auditivos: se vivêssemos em um país perfeito, todos os brasileiros, além do Português, teriam o conhecimento da Língua Brasileira de Sinais que, desde 2002, por meio da Lei 10.436, torna o Brasil um país bilíngüe. Porém, infelizmente, estamos longe dessa realidade, mas não impedidos de tratarmos a pessoa surda com o respeito que toda pessoa merece.
  • Se não souber Língua de Sinais, seja cordial, calmo e bastante claro ao falar. A maioria das pessoas surdas faz leitura labial e articular bem as palavras, ajuda.
  • Não grite. Se a pessoa for surda ela não vai lhe ouvir mesmo que você use um auto-falante. E o que é pior: vai ficar constrangida. Se a pessoa tem perda de audição e pedir para que você fale alto, faça, lembrando que, falar alto é diferente de fazer escândalos.
  • Em caso de dúvidas, não se constranja em usar papel e caneta.
  • Nem todo surdo conhece Libras, portanto a regra da clareza serve pra todos.
Cadeirantes e pessoas com mobilidade reduzida: O ideal é que seu estabelecimento seja adaptado: rampas, banheiros, espaços. Tudo de acordo com a NBR 9050/2004. Mas enquanto você promove as mudanças necessárias para receber adequadamente essas pessoas, algumas atitudes fazem a diferença.
  • Nunca saia empurrando uma cadeira de rodas antes de saber se a pessoa precisa da sua ajuda. A cadeira é uma extensão do corpo, portanto, tenha sempre respeito ao manusear e nunca faça sem permissão.
  • Procure adaptar os moveis para que uma pessoa em cadeira de rodas possa acessar o balcão sem dificuldades. Essa mesma regra serve para pessoas de baixa estatura que passam por constrangimentos por sequer alcançar os produtos dispostos nas prateleiras ou mesmo pratos de um Buffet.
Lembre-se: acessibilidade não é limitada a pessoas com deficiência, mas é para todos que precisam ter acesso, de maneira digna e segura, aos locais que frequentam. Cumprir minimamente a lei é garantia de respeito, cidadania e boas vendas.  

Ajudado Pessoas a conhecer e usar seus dispositivos.

Gosto muito desse espaço, embora não escreva com tanta frequência quanto nos meus demais blogs. Acredito, piamente, que ele tem ajudado pessoas a conhecer e usar, de maneira mais dinâmica, seus dispositivos. Pessoas com e sem deficiência.

Reproduzo um trecho da matéria que me chamou a atençaõ, para conferir ela completa, é só clicar aqui.

No ano passado, a jornalista e fã de tecnologia Cler Oliveira, de 37 anos, foi procurada pelo amigo Fernando, que então tinha se tornado deficiente visual, para lhe dar uma mãozinha com o tablet que havia ganhado da namorada. Ele precisava de um leitor de tela para usar o aparelho. Cler procurou e a primeira opção que achou era muito cara, cerca de R$ 200. Mesmo assim, baixou a versão de demonstração e, vendada, testou o aparelho. A surpresa foi grande quando ela percebeu que era impossível realizar atos básicos de maneira simples com a plataforma. Descobriu então um segundo programa, o Lis, que, apesar da necessidade de conhecimento em braile, seria uma alternativa. 

Vitimado por um câncer, Fernando não chegou a conhecer o software. Desde então, a jornalista resolveu fazer dos testes dos aplicativos um blog com dicas e curiosidades para poder ajudar um número maior de pessoas. Criado em janeiro, o Aplicativos para pessoas com deficiência (aplicativosparapcd.com) tem cerca de 300 visitas diárias e foi criado em janeiro. “Segundo o último censo, há 45 milhões de pessoas com deficiência no Brasil. Esse público consome tecnologia. Os desenvolvedores têm que ter um cuidado maior para criar programas para ele”, diz Oliveira. Uma amiga de Cler, que é deficiente visual, volta e meia, descobre erros de digitação com um aplicativo de audiodescrição com que confere o conteúdo do blog. 

Para ela, o grande problema é que, normalmente, os programas não dão autonomia total aos usuários com deficiência. É preciso que outra pessoa intervenha, que baixe e abra o app. Cler diz preferir o sistema operacional iOS por ter melhores configurações de acessibilidade embarcadas no dispositivos. “O programa da Apple guia você. Eu testei de olhos fechados e falei: meu Deus, quero um para mim”, conta. Já aplicativos Android, para tornarem o aparelho mais acessível, como o Talkback, precisam evoluir. A jornalista tem o hábito de enviar e-mails aos desenvolvedores com dúvidas diversas, mas são raros os casos em que têm retorno. 

Cler, que tem também outros dois blogs, diz que o Aplicativos é o seu xodó. É o único que conta com recursos de acessibilidade 2.0. Entre as ferramentas que já testou, o PDF to Speech, que permite ouvir gravação sonora de arquivos em PDF, é o que ela julga o mais completo. “Ando muito de ônibus e me canso de ler. Aí coloco o fone e vou ouvindo o livro”, diz. O Call anouncer diz o nome da pessoa e número que está ligando no seu smartphone. Segundo ela, os mais baixados são sempre as pranchas de comunicação alternativa. “Já testei vários aplicativos e alguns não prestaram para nada. Tinha um de localização, que, se o seguisse, estaria perdida”, lembra.

O que é cecograma?


  • Serviço que isenta a pessoa com deficiência visual das taxas de postagem de materiais em braille. Para utilizá-lo, basta colocar um dos selos apresentados no lugar dos selos tradicionais dos correios. O cecograma poderá ser enviado com registro ou com AR (aviso de recebimento), sem cobrança. Caso tenha qualquer dificuldade em enviar o material sem cobrança, solicite o telefone da agência e o nome de um responsável e entre em contato conosco pelos telefones (11) 5087-0990 ou 5087-0991. Para mais informações sobre o cecograma consulte o link:http://www.correios.com.br/produtosaz/produto.cfm?id=BCFC5CCB-C04A-0C37-D3A0A6779535126D

O sistema braille


É um sistema de leitura e escrita destinado a pessoas cegas por meio do tato. Sua escrita é baseada na combinação de 6 pontos, dispostos em duas colunas de 3 pontos, que permite a formação de 63 caracteres diferentes, que representam as letras, números, simbologia aritmética, fonética, musicográfica e informática.
O sistema braille se adapta à leitura tátil, pois os pontos em relevos devem obedecer amedidas padrão, e a dimensão da cela braille deve corresponder à unidade de percepção da ponta dos dedos.

Tecnologia assistiva

Tecnologia assistiva é um termo ainda novo, utilizado para identificar recursos e serviços que contribuem para proporcionar ou ampliar habilidades funcionais de pessoas com deficiência e, consequentemente, promover uma vida independente dessas pessoas.
Os recursos são todo e qualquer item, equipamento ou parte dele, produto ou sistema fabricado em série ou sob medida utilizado para aumentar, manter ou melhorar as capacidades funcionais das pessoas com deficiência. Os serviços são definidos como aqueles que auxiliam diretamente uma pessoa com deficiência a selecionar, comprar ou usar os recursos acima definidos.

Recursos

Podem variar de uma simples bengala a um complexo sistema computadorizado. Estão incluídos brinquedos e roupas adaptadas, computadores, softwares e hardwares especiais, que contemplam questões de acessibilidade, dispositivos para adequação da postura sentada, recursos para mobilidade manual e elétrica, equipamentos de comunicação alternativa, chaves e acionadores especiais, aparelhos de escuta assistida, auxílios visuais, materiais protéticos e milhares de outros itens confeccionados ou disponíveis comercialmente.

Serviços

São aqueles prestados profissionalmente à pessoa com deficiência visando selecionar, obter ou usar um instrumento de tecnologia assistiva. Como exemplo, podemos citar avaliações, experimentação e treinamento de novos equipamentos. Os serviços de tecnologia assistiva são normalmente transdisciplinares envolvendo profissionais de diversas áreas.
No Brasil, encontramos também terminologias diferentes que aparecem como sinônimos da tecnologia assistiva, tais como "ajudas técnicas", "tecnologia de apoio", "tecnologia adaptativa" e "adaptações".

Legislação da Pessoa Portadora de Deficiência

A Lei nº 7.853/89 e o Decreto nº 3.298/99 balizam a política nacional para integração da pessoa com deficiência, criando assim as principais normas de acessibilidade para deficientes.
A Coordenadoria Nacional para a Integração da Pessoa Portadora de Deficiência (Corde) é o órgão de Assessoria da Secretaria Especial dos Direitos Humanos da Presidência da República responsável pela gestão de políticas voltadas para a integração da pessoa portadora de deficiência, tendo como eixo focal a defesa de direitos e a promoção da cidadania.

Convenção da ONU sobre Direitos das Pessoas com Deficiência

A Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência, adotada pela ONU em 13 de dezembro de 2006, em reunião da Assembléia Geral para comemorar o Dia Internacional dos Direitos Humanos, é um marco para muitos militantes da justiça e equidade sociais e para seu público destinatário.

Lei de Acessibilidade

O Brasil possui legislação específica sobre acessibilidade. É o Decreto-lei nº 5.296, de 2 de dezembro de 2004, também conhecido como Lei de Acessibilidade. O documento estipula prazos e regulamenta o atendimento às necessidades específicas de pessoas com deficiência no que concerne a projetos de natureza arquitetônica e urbanística, de comunicação e informação, de transporte coletivo, bem como a execução de qualquer tipo de obra com destinação pública ou coletiva.

Lei de Cotas

A Lei nº 8.213/91, que regulamenta cotas para deficientes e pessoas com deficiência, dispõe sobre os planos de benefícios da Previdência e dá outras providências à contratação dessas pessoas:
Art. 93 - a empresa com 100 ou mais funcionários está obrigada a preencher de dois a cinco por cento (2% a 5%) dos seus cargos com beneficiários reabilitados, ou pessoas portadoras de deficiência, na seguinte proporção:
  • até 200 funcionários..................... 2%
  • de 201 a 500 funcionários............ 3%
  • de 501 a 1.000 funcionários......... 4%
  • de 1.001 em diante funcionários... 5%

Normas Técnicas - ABNT, na NBR 9050

Há normas que norteiam a implementação das mudanças ambientais, de forma a eliminar as barreiras arquitetônicas.
As normas são estabelecidas pela Associação Brasileira de Normas Técnicas - ABNT, segundo a NBR 9050, de setembro de 1994.

Lei de Isenção de IPI, IOF, ICMS e IPVA para Deficientes

As pessoas com deficiência física, visual, mental severa ou profunda, ou autistas, ainda que menores de dezoito anos, poderão adquirir, diretamente ou por intermédio de seu representante legal, com isenção do IPI, automóvel de passageiros ou veículo de uso misto, de fabricação nacional, classificado na posição 87.03 da Tabela de Incidência do Imposto sobre Produtos Industrializados (Tipi).
Para mais informações acesse o site da ReceitaSite externo..

Lei do Cão-guia

A Lei nº 11.126, de 27 de junho de 2005, regulamenta o direito de a pessoa com deficiência visual usuária de cão-guia ingressar e permanecer com o animal em todos os locais públicos ou privados de uso coletivo.

Cegueira não é impedimento para exercer muitas funções

O termo foi criado por José Augusto Minarelli, no fim dos anos 1990. Remete à capacidade de um profissional estar empregado; muito mais do que isso, à capacidade de o profissional ter a sua carreira protegida dos riscos inerentes ao mercado de trabalho.
Atualmente, é cada vez mais comum encontrar pessoas com alguma deficiência exercendo atividades nas mais variadas áreas. No mundo empresarial, a cada ano fica mais fácil perceber que a presença de uma deficiência não é impedimento para exercer muitas funções.
Não existe vaga especialmente indicada para a pessoa com deficiência. Assim como para qualquer outro candidato, o critério de seleção baseia-se nas competências e no perfil profissional, pois é importante o potencial laboral de cada indivíduo.
O trabalho faz parte da vida, e não é diferente para portadores de deficiência visual. Historicamente, essas pessoas sempre foram marginalizadas, mas recentemente, por meio do acesso ao trabalho, busca-se a diminuição da exclusão social desse grupo, o aumento da participação política, o crescimento de sua autoestima, autonomia e independência como cidadão.

Visão subnormal ou baixa visão?

Visão subnormal

Dizemos que uma pessoa tem visão subnormal ou baixa visão quando apresenta 30% ou menos de visão no melhor olho, após todos os procedimentos clínicos, cirúrgicos e correção com óculos comuns. Essas pessoas apresentam dificuldades no dia a dia de ver detalhes. Por exemplo, veem as pessoas mas não reconhecem a feição, as crianças enxergam a lousa porém não identificam as palavras, no ponto de ônibus não reconhecem os letreiros.

Prevenção a Cegueira

A Organização Mundial da Saúde aponta que, se houvesse um número maior de ações efetivas de prevenção e/ou tratamento, 80% dos casos de cegueira poderiam ser evitados. Ainda segundo a OMS, entre 40 milhões e 45 milhões de pessoas no mundo são cegas; outros 135 milhões sofrem limitações severas de visão.
No Brasil, segundo o Censo do IBGE de 2000 existem aproximadamente 148 mil pessoas incapazes de enxergar (cegos) e 2,5 milhões de pessoas possuem grande dificuldade permanente de enxergar (baixa visão).
Glaucoma, retinopatia diabética, atrofia do nervo ótico, retinose pigmentar e degeneração macular relacionada à idade (DMRI) são as principais causas da cegueira na população adulta. Entre as crianças, as principais causas são glaucoma congênito, retinopatia da prematuridade e toxoplasmose ocular congênita.
A importância da consulta oftalmológica. Este é o alerta da Fundação Dorina Nowill para Cegos. A avaliação oftalmológica permite a detecção de problemas visuais, o diagnóstico e a indicação do tratamento adequado para a garantia da saúde ocular.
Para a ortoptista - especialista em tratar distúrbios visuais - Eliana Cunha Lima a prevenção parte de uma melhoria nas condições de vida da população que resulta em melhoria da saúde em geral, inclusive a ocular. Para evitar a cegueira na infância é importante ainda a vacinação de mulheres adultas, fundamental na prevenção da rubéola, do sarampo, da toxoplasmose, que podem levar doenças congênitas às crianças cujas mães a possuem. Já o adulto deve fazer o acompanhamento regular de doenças metabólicas e preexistentes, como pressão alta e diabetes, que também podem causar cegueira.
Vale lembrar que um serviço especializado, na área de reabilitação, de educação especial ou de clínica de visão subnormal, oferece à pessoa com deficiência visual, de todas as faixas etárias, tratamento adequado às suas necessidades, proporcionando condições para um desenvolvimento pleno, de acordo com seu potencial individual e situação social, educacional e econômica, visando a sua inclusão social.

Cuidados com a visão na infância

  • Seguir corretamente o pré-natal, porque existem doenças, como rubéola, sífilis e toxoplasmose, que podem causar cegueira ou visão subnormal no feto.
  • Realizar exame oftalmológico no recém-nascido sempre que for observada qualquer alteração ocular, como: olhos muito grandes, lacrimejamento intenso, mancha branca na menina dos olhos.
  • Vacinar periodicamente a criança para evitar doenças que possam causar problemas visuais, como sarampo, rubéola, meningite, varíola etc.
  • Usar medicações e colírios somente com indicação médica.
  • Deixar fora do alcance das crianças produtos de limpeza, objetos pontiagudos (facas, arame, tesoura), fogos de artifício e plantas tóxicas.
  • Procurar um médico ao entrar ciscos ou fagulhas nos olhos. Não esfregar nem retirar com a ajuda de objeto caseiro.
  • Usar cinto de segurança no trânsito e colocar crianças no banco traseiro.
  • Colocar óculos de proteção no trabalho e em casa, sempre que lidar com substâncias perigosas: inseticidas, ácidos, poeira e principalmente ao trabalhar com solda.
  • Fazer aconselhamento genético em caso de casamento consanguíneo.
* Crianças com problemas de visão devem receber tratamento e orientação o mais precocemente possível. Para o desenvolvimento de um trabalho adequado, procure profissionais especializados na área da deficiência visual.

O que Fazer quando encontrar um deficiente visual ?

No convívio com deficientes visuais, deve-se agir com naturalidade, pois eles apresentam as mesmas características de qualquer pessoa, ou seja, eles PODEM CONVIVER SOCIALMENTE, estudando, trabalhando, tornando-se autossuficientes.
  • Ao andar com uma pessoa cega, deixe que ela segure seu braço. Não a empurre: pelo movimento de seu corpo, ela saberá o que fazer.
  • Ao estar com ela durante a refeição, pergunte-lhe se quer auxílio para cortar a carne, o frango ou para adoçar o café, e explique-lhe a posição dos alimentos no prato.
  • Ao auxiliar a pessoa cega a atravessar a rua, pergunte-lhe antes se ela necessita de ajuda e, em caso positivo, atravesse-a em LINHA RETA, senão ela poderá perder a orientação.
  • Se ela estiver sozinha, IDENTIFIQUE-SE SEMPRE ao se aproximar dela. Nunca empregue brincadeiras, como: "adivinha quem é?".
  • Ao ajudá-la a sentar-se, coloque a mão da pessoa cega sobre o braço ou encosto da cadeira e ela será capaz de sentar-se facilmente.
  • Ao observar aspectos inadequados quanto à sua aparência, não tenha receio em avisá-la discretamente a respeito de sua roupa (meias trocadas, roupas pelo avesso, zíper aberto etc.).
  • Ao orientá-la, dê direções do modo mais claro possível. Diga DIREITA ou ESQUERDA, de acordo com o caminho que ela necessite. NUNCA use termos como "ali", "lá".
  • Se conviver com uma pessoa cega, NUNCA deixe uma porta entreaberta. As portas devem estar totalmente abertas ou completamente fechadas. Conserve os corredores livres de obstáculos. Avise-a se a mobília for mudada de lugar.
  • Se você for a um lugar desconhecido para a pessoa cega, diga-lhe, muito discretamente, onde as coisas estão distribuídas no ambiente e quais as pessoas presentes. Se estiver uma festa, veja se ela encontra pessoas com quem conversar, de modo que se divirta tanto quanto você.
  • Ao apresentá-la a alguém, faça com que ela fique de frente para a pessoa apresentada, impedindo que a pessoa cega estenda a mão, por exemplo, para o lado contrário em que se encontra essa pessoa.
  • Ao conversar com uma pessoa cega, fale sempre diretamente e NUNCA por intermédio de seu companheiro. A pessoa cega pode ouvir tão bem ou MELHOR QUE VOCÊ.
  • NÂO EVITE as palavras "ver" e "cego": use-as sem receio.
  • Ao afastar-se da pessoa cega, AVISE-A PARA QUE ELA NÃO FIQUE FALANDO SOZINHA.